segunda-feira, setembro 25, 2017

O VATICANO



Em algum momento alguém têm que dizer o que sinto agora e você lê, mesmo se for um dia para o próprio pensamento. Pelos que morreram nas fogueiras da santa inquisição da sé, pelos que tombaram no caminho iludidos e torturados pelo mantra da fé, entoados pelos jesuítas em fúrias contra índios, pelas sombras infinitas dos guias e orixás pelo vale do norte em crenças que dividiram os brasões fundidos entre os escudos súbitos e que promoveram os revolucionários dos Xás, contra os súditos fieis aos Aiatolás! O MUNDO PRECISA DE PAZ.

Todo concílio ecumênico caiu pela infalibilidade papal e pecou pela própria liturgia natural que lia na capa dura como um pobre em empecilho.
O distorcido do som surge num discurso desesperado e também confuso. Dois papas sendo um surdo. São duas vozes falando o mesmo absurdo, uma no culto religioso e cirúrgico com tom bisonho ostentando a glória no meio de tanto luxo, a outra voz renunciante que se beneficiou de toda essa orgia, se calou nas paredes do estranho Salém doente e está recluso, suas noites são tristes entre doses a sua espera no criado mudo, com um vulto pavoroso e rápido na janela fazendo barulho com um tom medonho. 
O religioso atleta percorreu o mundo todo em busca de apoio ou quiça até abrigo. tem um sorriso malicioso e fala em apaziguar a Terra lucrando com o vosso paiol cheio de armas novas prontas para a arte da guerra, se cala quanto ao seu proposito de horror para melhor propor nosso caminho e traz o mapa que diz saber de todo conflito enquanto se ajoelha, sendo ele próprio mais um dos muitos canos que cuspiram vários estampidos, o líder pior entre aqueles malditos que em pleno sol do meio dia são aqueles quem apertam seus olhos e atiram a esmo com o mesmo dedo estúpido no gatilho.
É filho de uma santa que já deu a luz num altar cultivado sem planta e que nunca foi virgem, e que se diz ser mais santo que o outro com o pecado original lacrado no velho baú e acusando o passado como único e o tal culpado pela sua mundana origem do umbral.
É triste, eu sei, mas não se trata de ofender o papa santo ou o seu Bento capital, assim como seus adeptos e defensores pela religião como um todo e em um só firmamento, mas sim por estar indignado com essa hipocrisia. Fico angustiado quando me lembro das vítimas nos cultos desses adoradores de satanás em seus ritos com a negra magia, além dos assassinatos praticados a sangue frio de muitos inocentes em agonia, e com tanta monstruosidade deles ao se apresentarem para todas as nossas crianças em plena infância, mantidas no vosso abuso perturbador usadas como uma droga que vicia, a vossa heresia com a filha da inocência no altar de toda vossa sagrada desfaçatez com a mais profana das insanas quando se entregam ao assedio da pedofilia.
A curia escondeu seu ritual satânico enquanto todos dormiam fez seus ritos regados a orgias pelas paredes escuras e frias do silencio que ecoam agora nas galerias das lojas da maçonaria e nos degraus das catedrais pelo verbo que principia o seu final. Como um grito de medo doentio em forma de susto gritando com o agudo da vertigem real, porque nelas só habitam as almas que sofrem, as mais aflitas e tudo sobre elas se desmoronam ou desabam. O sobretudo negro do grão mestre que cortejas abre-se em grandes abismos, já as torres das igrejas ruirão sobre as cabeças com batinas dos bispos, tanto por dentro quanto também do lado de fora e acima do muro, tudo em devidas ruínas como as cortinas velhas no final de uma festa pobre que sempre acaba antes do sarau. 
Chegou a hora de ajustar as contas com o que resta do divino depois de todo o mal e pagar o que majora nos seus dividendos com o atual juro que penhora o bem no relicário moral.
O papa pode ser um igual aos artistas cara de pau, um pop star vigário, pode rezar grandes missas para fanáticas plateias em multidões no seu próprio velório. O mestre nobre sobe a voz em grandes palestras sociais entre o falatório na fila do gargarejo e aborda pequenos temas nas suas enormes erudições sem muito nexos e todos os convidados perplexos no fim, dizem ser eles os santificados eleitos como os selecionados entre as mais puras sementes. Todos sabem uma secreta reza salutar em minimas primícias patéticas, quando não são dementes. 
Que são de fervorosa fé Ortodoxa para uns e cristão para o intimo do crente. Podem proferir o que quiserem e em qualquer canto deprimente, mas em nenhum momento poderão dizer que são todos inocentes.  
Não é vossa confissão carnal é o vosso temido juízo final.

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