domingo, setembro 24, 2017

EMERITANO

Sou o Sol que te ilumina o chão com toda luz que posso para penetrar no fundo escuro da sua retina e refletir sobre essa roleta russa do jogo na dopada razão sem lucidez.
O homem será digno pelo pensar que ele domina, não roubará no jogo nem mesmo quando competir por títulos ou por divisas sobre teu reino ou subirá em muros de fronteiras contra seu irmão.
A religião será extinta e não pode mais matar pelo fogo que agora a consome como a conhecemos nos muitos dogmas com nome de tabus, o prego da sua cruz e seus credos em longo culto, a galinha dos terreiros e encruzilhadas e as tantas seitas ligadas com o oculto. tudo perderá o sentido cego da demonização no absoluto. Acabou a opressão, fechou a cortina de veludo e caiu o véu dos bailes de mascaras que fantasiaram tanto toda a ilusão pela estupidez.
Eu já me larguei tantas vezes, já joguei em quantas mesas e com dados e passeei pelos salões decorados em festas de todas as cortes em nostalgia, já pisei na areia da praia em dias quente de verão, senti o delírio da sede num corpo sadio com sintomas de insolação, também chorei muito quando conheci o meu quarto escuro apagado na solidão. Quando é madrugada e eu saio e visito as estrelas em dimensões distante, vou em transporte da gratidão por entender a utilidade do brilho na noite fria a minha frente e me guio por um pequenez brilhar na conjunção.
Eu faria tudo da mesma forma e conteúdo como sinto outra vez, e com mais alegria talvez, porque as alegrias pertencem ao Estado Crístico, e eu já existo no reino do Cristo o Rei de todos os reis.

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