domingo, setembro 17, 2017

ARCO IRIS


Era uma vez um outro índio português. Ele era velho e sentou do meu lado dizendo com ar de experiente xamã, irmão do sol, da reserva índia Vanuíre próximo de Arco Íris em Tupã SP; que o tambor chora alto, bem alto na floresta quando a gente bate com a força desnecessária da tora.


Que o pássaro da mata voa e canta livre para a fauna e a flora e que o curió nas grades das gaiolas em grandes cidades apenas chora.


Que a tribo se reúne pela partilha da união e que estão todos juntos na dança com a alegria que se provoca, assim todos se tocam com mútuo respeito dentro e fora das ocas e quando um sofre o outro é quem chora. 



Falou que reconhece quando o serviço é bem empenhado do lado da metáfora quando todos varrem o terreiro ao mesmo tempo, ele observa os movimentos mais suaves e focados da vassoura varredeira como pandora, me diz que quando são conduzidas de uma boa maneira suspende no ar menos poeira poluidora.
Diz que sua taba é minha e me apresentou ao pôr do sol da aldeia e a todos os índios de onde ele mora.
Fui embora, mas algo de mim ficou para trás naquela reserva indígena e quando a lua está cheia eu me lembro e rezo sempre como eu faço agora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário