Relatos de assuntos que de alguma forma fizeram parte do meu dia-a-dia, imagens,videos, textos e músicas que escrevem ou escreveram a história da minha vida. Boa leitura!
terça-feira, setembro 08, 2009
CONCEITOS
Você já pensou como são simples as coisas de que precisamos para sermos felizes? Na minha opinião, o ser humano é uma espécie eternamente insatisfeita. Nunca seremos felizes. Sempre haverá algo a ser conquistado, e nossa felicidade sempre dependerá disso.Sofremos porque estamos caminhando no sentido oposto ao natural. Desejamos coisas cada vez mais complexas e não percebemos que os momentos felizes são feitos de ingredientes simples. Olhar o mar, conversar com um amigo, assistir ao nascer e ao pôr-do-sol, fazer outra pessoa sorrir, ouvir o canto dos pássaros, andar na chuva...Permaneça em silêncio, feliz, sentindo a brisa do mar.Sabe qual é nosso maior engano? Levamos a vida como quem vai ficar aqui para sempre, devemos levar a vida como turistas.Quando viajamos, fazemos tudo para nossa viagem ser agradável, não é? Passeamos pelos locais mais bonitos, experimentamos as novidades e carregamos apenas o essencial. Sabe por quê? Porque sabemos que estamos apenas de passagem. Que cedo ou tarde iremos embora. Você acredita que podemos adotar essa mesma atitude em nosso dia-a-dia? É a única atitude racional. Ninguém ficará para sempre aqui. Estamos apenas visitando este planeta. É difícil conviver com a idéia de que um dia iremos morrer.. Acho que viver como se fossemos eternos é um tipo de fuga da realidade. Acumulamos coisas e fazemos projetos a longo prazo para ter a sensação de que não precisaremos partir nunca. Somos como uma aranha construindo uma teia imaginária.O problema é que estes fios imaginários nos imobilizam de verdade. Quanto mais nos agarramos, menos conseguimos usufruir de nossas vidas. Não é tão fácil assim ser um turista. As convenções sociais impedem... Mas não podemos aceitar sempre a mesma coisa como um vicio Uma antiga tribo africana utiliza um método bastante curioso para capturar os espertos macacos que vivem nos galhos mais altos das árvores. O sistema é o seguinte: os nativos pegam um recipiente de boca estreita, colocam uma banana dentro, amarram-no ao tronco de uma árvore e afastam-se.Quando eles saem, um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia sua mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita ele não consegue tirar a banana. Surge o dilema; se largar a banana, sua mão sai, e ele pode ir embora livremente; caso contrário, continua preso na armadilha.Após algum tempo, os nativos voltam e capturam sem dificuldade os macacos teimosos que se recusaram a largar as bananas. O final é trágico, pois eles são caçados para serem comidos.Você deve achar absurdo o grau de estupidez destes macacos; afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela. Fácil demais, não é?O problema deve estar no valor exagerado que o macaco atribui à sua conquista. A banana já está ali, na sua mão. Parece ser uma insanidade largá-la e ir embora.Achei a história engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como esses macacos. Ou você não conhece ninguém que está insatisfeito com o emprego, mas permanece lá, mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que insistem em ficar sofrendo? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que continuam adiando um novo caminho que trará de volta a alegria de viver? Somos ou não como os macacos?A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de estar em nossa mão, pode nos levar direto à panela
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário