Ele foi uma criança triste que brincou com a sorte, hoje é um homem feito que na sua meninice, ele disse que um dia chegava lá, veio revelar agora à história da morte como exemplar, ele não se formou, nem estudou direito, faz da vida o seu maior conhecimento, a sua própria escola nobre em planos e sonhos, vendeu em casas e por muitas ruas os seus livros que ensinam, esse jovem senhor não sabe o que é vaidade, mas a vida o graduou, sem ele saber, formando-o em magistrado, por onde passou lecionou seu exemplo em aulas de luta, de família e respeito, palestrando foi deixando na lousa da sala que falava uma marca em relevo do giz.
Num certo sábado, depois do almoço entre sua família, ouvia deste professor esta lição: Das coisas que preciso saber sobre as maneiras mais tristes na hora da morte, do arrependimento pela condução da vida, das pessoas que na hora da extrema unção, muitas relatavam ter arrependimento de não ter doado mais dos seus bens, de ter vingado do desafeto ou daquele irmão, tantas pessoas vivendo e morrendo de coisas complicadas, quando o verdadeiro amor exige coisas simples e básicas na vida longe do perfeito, no calor da lealdade e nos filhos, a falta de tempo para amar mais é uma barreira e na sua ânsia não conseguem superar a primeira barreira, numa busca intensa frenética e sem fronteiras, encontram os perdidos na duvida da paixão, que vêem-se tristonhos, porque nada é o bastante se há divisa no estado que esperam ao que se encontram para ser feliz.
Primeiro arrependimento então é de não terem amado mais, quantas pessoas que encontraram e compartilharam um momento com alguém que realmente amaram e não souberam viver a riqueza desse relacionamento, mulheres que encontram alguém que realmente vale a pena na vida, que conheceram um bom homem e não suportaram conviver com um único defeito, fez-se da fúria do gênio o confronto entre brigas pequenas e intrigas serenas, quando o pequeno desejo era deixar claro, quem domina a relação, quanta bobagem na intenção de render alguém a fazer tudo como você sempre quis.
Depois desse almoço o homem que vendia sonhos nos presenteou com uma história que digeri com atenção, na narrativa ele contava que num certo dia um empresário participando de uma reunião com acionistas, levantou-se e esmurrando a mesa proferiu; "Vocês não tem o direito de vetar meus sonhos, de proibir que a esperança que tenho, em salvar esta empresa da falência que nos rodeia o mercado com a forte concorrência que enfrentamos nos negócios e a estagnação que nossos funcionários se encontram em seus vícios".
Assim no dia seguinte, o diretor estampou um cartaz na entrada dos funcionários, que dizia: "A pessoa que inviabilizava seu crescimento profissional e o entrave desta empresa faleceu nesta madrugada, o velório será no salão nobre de convenção às 15:00hs, muitos foram os que murmuraram pelos cantos, curiosos uns diziam, será que foi o diretor financeiro? Ele era uma mala, outros diziam seria o gerente de vendas? Ele era muito mau-humorado, enfim muitas eram as especulações que duraram por todo o dia, finalmente quando uma grande porta se abriu, via se um amplo salão enfeitado com flores e no centro um caixão, os funcionários formaram uma fila, e um à um entravam na salão para a despedida final, quando o primeiro à entrar no recinto olhou no visor do caixão, seu olhos abriram-se como num espanto, enfim todos que saiam do salão, passavam pelo corredor com as cabeças baixa e pensativos, o silencio dominou toda fala e ninguém comentava o assunto, mudos olhavam se entre si sem saber o que de fato estava acontecendo, o diretor mandou colocar no visor do caixão um espelho de maneira que quando a pessoa olhasse no visor, via o seu próprio rosto, isso fez com que o comportamento dos funcionários mudassem instantaneamente e a partir desse dia o comprometimento com o trabalho de cada função apresentavam rendimentos nunca antes experimentado por aquela empresa que prosperou multiplicando seus contratos e serviços.
Ele nunca gostou de usar terno, quando no seu casamento usou apenas fina camisa, casou-se com uma ainda menina que atendia pelo nome de Ziza, sem saber o vendedor de sonhos estava assim ensinando mais uma lição na minha vida, que a falta de sucesso ou estagnação poderia estar na minha face e eu não poderia responsabilizar outras pessoas pelo meu infortúnio ou por falta do meu comprometimento com a minha estória, como uma nova alternativa ou uma outra saída, vou lembrar desse senhor quando o momento precisar de mais atenção, mas hoje quero agradecer a oportunidade de ter conhecido esse professor que se diz ser um vendedor e que a razão vem mostrar-me seus crivos na retidão, agora ele sabe que nas paginas dentro dos seus livros, ele vendia junto com uma história divina os ensinos que continham sempre uma oportuna lição.

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