sexta-feira, dezembro 30, 2011

PENSAMENTO A BASE DE TUDO



Há um mundo carregado de mistérios diante de nós e de como realmente somos, dos segredos que habitam no nosso invisível, o funcionamento da engenhosa maquina divina, das suas engrenagens que movimentam todos os sistemas celestiais, do micro ao macro.

Nos últimos tempos tenho estudado sobre a época que viveu Júlio César, o Imperador, para postar “O Egito que existiu em mim a.C”, depois li sobre Física e Astronomia, aprendendo sobre a "Partícula de Deus", bóson de Higgs a partícula escura, que me levou ao interesse pela "VY Canis Majores" uma hiper-estrela que compõe o sistema da via láctea, capaz de fazer do sol uma estrela anã, postarei brevemente, isso tudo ampliou um pouco mais os horizontes dos meus limites, expandindo também as fronteiras do meu pensamento, transportando-me além da imaginação, faz adiantar-me ao tempo ou retroceder à era primitiva quando o homem partiu do pobre instinto e evoluiu ao longo de suas gerações pelos sentimentos.

O homem ganhou o seu livre arbítrio, dominou o fogo e civilizou seus instintos, aprendeu a caçar e pescar para saciar a sua fome e observando o ambiente que vivia, começou a pensar, foi assim que diferenciou sua espécie entre os demais animais, construiu ferramentas e utensílios para auxiliar o seu dia-a-dia, desenvolveu técnicas e inventou armadilhas, assim facilitou sua sobrevivência, entre todos feitos, esta é uma técnica de caça empregada que considero de grande psicologia; - No fundo de um pote de boca estreita, os primitivos colocavam uma banana bem maior que a saída da boca e o amarravam à uma árvore, ficando a distancia observando, isso atraia sempre a curiosidade dos macacos, que ao olharem dentro do pote viam a grande banana, e por instinto também, agarravam depressa aquele alimento, mas encontravam ali um grande problema, a banana não podia sair do pote atravessada, e os macacos não desgarravam de jeito nenhum, tornando-se assim uma presa fácil para capturar, por suas ganâncias e por suas teimosias alienadas, alimentaram muitos humanos famintos.

Assim chegamos à era da tecnologia, onde a informação está ao alcance de apenas um dedo, o mundo mudou e a humanidade também, é inegável, mas mesmo hoje depois de toda evolução das civilizações muitos humanos passam a sucumbir agarrados a um pote que contém algo do seu desejo e, não é capaz de desgarrar da casa, do carro e do dinheiro que possuem nos fundos, cada um tem no próprio pote a banana que mais lhe atrai e, muitos são capazes de dar a própria vida ao ter que largar ou livrar-se da armadilha da ambição, dos labirintos que expõem à obsessão, sendo assim, mais uma presa fácil; Ações que movimentam as causas terríveis do homem e convém examinar se não é vitima dessas energias perniciosas que muitas vezes habitam o coração da criatura, cegando-a para a compreensão da luz de Deus.

Contra esses elementos destruidores é preciso um novo gênero de entendimento, que constitui em quebras de paradigmas, conceitos e principalmente os preconceitos que tem origem da fé, no esforço e na boa vontade; Quem procura encontrar harmonia e paz de espírito, deve se reportar necessariamente as correntes mentais. "O pensamento é à base de tudo"; Quando emitimos um pensamento, colocamos um agente energético em circulação no organismo da vida imediata; Esse agente retornará fatalmente à nós acrescidos do bem ou do mal de que o revestimos.

Salientando-se que o pensamento é a alavanca de ligação, para o bom e para o mau e isso foi estabelecido como fenômenos que podem atingir-nos em qualquer condição ou em qualquer tempo; A mente pode ser comparada ao espelho vivo que reflete às imagens que procura, cenas que são projetadas na tela mental; Inegável também que todos carregamos ainda do pretérito ao presente, enormes cargas de defeitos, e as correntes mentais são tão evidentes quanto às energias elétricas, carregadas de potencias em energias que emitimos na direção, no  propósito ou vontade individual, cada um de nós é um acumulador por si, retendo as forças iguais àquelas construtivas ou destrutivas que geramos, desejos, palavras, atitude e ação no fenômeno de criar, exteriorizando no rumo e na condição de semelhante.

Todas as manifestações de sentimentos primitivos, quais sejam, a calunia e a maledicência, a cólera e o ciúme, a censura e o sarcasmo, a intemperança e a licenciosidade, estabelecem assim a comunicação espontânea com os poderes que representam nos conceitos inferiores da natureza, criando sempre distonias e enfermidades em que se levantam fobias e fixações, desequilíbrios e psicoses, em casos adiantados evoluem para a alienação mental declarada.

Compreendendo-se que cada um de nós possuímos pontos vulneráveis e deficitários que ainda nos encontramos, toda vez que o mau se associe a essa ou àquela idéia emitida, receberemos o mal de volta a nós mesmos, agravando-se doenças e fraquezas, obsessões e paixões delirantes; consagremo-nos à construção do bem de todos em comum,, a cada dia e a cada hora, porquanto, caminhamos entre espíritos nobres e os desequilibrados, sejam eles vivos ou mortos, isso será sempre uma questão de escolhas e sintonias de acordo com o seu próprio livre arbítrio.

Não sendo os Espíritos mais que alma dos homens, é claro que há Espíritos antes mesmo de existir os homens, por conseguinte, desde todos os tempos eles exerceram influencia salutar ou perniciosa sobre a humanidade, a faculdade mediúnica não lhes é mais que um meio de se manifestarem, em falta dessa faculdade, fazem-no por mil outras maneiras, mais ou menos ocultas, seria erróneo crê-se que só por meio das escritas e verbais exercem os Espíritos sua influencia.

Esta influencia é de todos os instantes e mesmo os que não se ocupam com os Espíritos, ou até não crêem na sua existência, estão expostos a sofrê-la, como os outros e mesmo mais que os outros, pois não tem com que a contrabalancem, a mediunidade é uma maneira do Espírito se fazer conhecido, se ele é mau, sempre se trai, por mais hipócrita que seja, pode se dizer que a mediunidade permite que se veja o inimigo face a face, se assim posso me exprimir, e combatê-lo com suas próprias armas, sem essa faculdade, ele age na sombra e, tendo a seu favor a invisibilidade, pode fazer e faz realmente muito mal.

Aos quantos atos não é o homem impelido, para sua desgraça e que teria evitado se dispusesse de um meio de esclarecerem-se, os incrédulos não imaginam enunciar uma verdade, quando dizem de um homem que se transvia obstinadamente é o seu mau gênio que o impele a própria perda, assim o conhecimento do Espírito longe de facilitar o predomínio dos maus espíritos, há de ter como resultado em tempo mais ou menos próximo, e quando se achar propagado, virá a destruir esse predomínio dando a cada um os meios de se pôr em guarda contra sugestões maliciosas, aquele que sucumbir, só de si terá que se queixar.

Pessoas nervosas, desequilibradas, são suscetíveis do bem que se desprende, são carentes de auxilio como os quais que exigem recolhimento, paciência, afetividade, clima de prece na esfera da lucidez mental, não raro, em pleno serviço de socorro aos desencarnados, soam alarmes solicitando atendimento aos membros da esfera física, que se desequilibram facilmente, deixando-se anestesiar pelos tóxicos do sono fisiológico ou pelas interferências da hipnose espiritual interior.

Claro que não será possível concordância com todos os pontos abordados e formulados aqui, no entanto não é justo reclamar-lhe entendimento normal do que se acha talvez longe de possuir, o problema, porém, não se limita à influencia espiritual dos adversários que nos escravizam na onda psíquica, mas principalmente, diz respeito à nós mesmos.

À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento nos desgoverne o curso seguido, procuremos assumir com segurança o leme do barco dos nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silencio da prece.

Através do autocontrole, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e palavras desaconselháveis, e, com auxilio da fé, faremos luz para entender o que há conosco, de maneira a impelir a própria queda em alienação e tumulto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário