sexta-feira, dezembro 09, 2011

PALAVRAS REPETIDAS


Um gênio surgiu na minha frente de uma nevoa densa que saiu do nada, falou sobre trés desejos ou sonhos, comentou sobre sombras que um dia existiu na sua vida passada, de sua mágoa, ele fez moradia de um rei da sua morada, mostrou o íntimo segredo com o conhecimento que continha na sua palavra, silenciou a dúvida e o medo por um momento, inspirou-se com écos de luz, ganhou as asas da imaginação e levitou como quem voa sobre o firmamento.

Um gemido infantil continha a fébre de uma pessoa tensa que caiu de cama, e sofreu outra vez, é o que vejo ou componho, alimentou-se sobre sobras e fazia parte do que ruiu e, para vida asnada foi mais um desconhecido que mantinha sua mesada,  passou sem sua coroa, seu castelo fez companhia calada ao vento, preso em convento condenou-se a cruz, acordou sem sono na madrugada com a solidão, diante da missa chorou, como chora o luto que fica dobre o sofrimento.

Um género partiu, advinha da garoa, ofensa que se fez noite anil, me chama quando o sol visitou o além, faltou onde fez o festejo tristonho estou pobre de somas de festas, que garantiu uma divina comédia humana, descendo a lagoa com sua margem fria, onde sei á pele o quanto é gelada, ensinou o enredo do argumento que vinha febra, lembrou o credo da divida com o santo e do horror que cada beco conduz, sombras da escuridão e levou como quem vela um jesuita que dorme no aposento.

Um milênio fértil, entretinha a célebre nota que ecoa da crença, que se faz o rio a fama do açoite, fez a isca que trás o anzol a arma que fisgou Matusalém, estou no seu vilarejo bisonho, sou nobre é tudo que me resta desta vida mundana, descendo do engano que havia no Conde Queluz que herdei pelo danos, pelos planos que não sonhei quando era madrugada, ensaiou o sereno pensamento ao todo que convinha da treva, rodou por quilometros da divisa, no antro foi pecador, revelado seco debaixo da chuva que cai da ilusão e parou, vem uma cena, um conto de uma novela nobre escrita no testamento.

Um arsênico no cantil que mantinha na canoa, que apressa o frio,cana faz lembrar a foiçe, a dica do mal que apagou o farol do homem, do despejo medonho, vou vestir sobre-tudo e chorar na festa de Copacabana, dançando no fim do ano, um sonho que desenhei sem papel, em panos compuz quando acreditei que era um manto de fada feita humana, guardou o segredo em juramento de cartilha que prega, ele rogou por parametros uma pena divina ao astro criador, selado com o selo em cacho de uvas, que vai  ao perdão e louvou, o canto da novena pobre espírita para o esclarecimento.

Pode parecer sem sentido o que tenho descrito, sem nexo, mas pessoalmente foi um desafio esse escrito, falar sobre varias coisas usando as mesmas palavras parecidas em outro sentido, ambas as formas, falada ou escrita, quais são as palavras que nunca são ditas; Quanto ao sentido no contexto complexo, deixo que cada um imagine do seu jeito, dentro dos parametros de quem escreveu com respeito, já não me preocupo se eu não sei porque, às vezes faço coisas mesmo sem querer, eu faço o mesmo que você.

Um comentário:

  1. Sabor e saber
    misturam-se
    em versos e versus.
    Cor e sabor
    entrelaçam-se
    na magia da palavra,
    no encanto do sentimento,
    na liberdade de criar.
    um Mar de Palavras.

    Entendo o que sinto por você: "Amor"!

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