segunda-feira, novembro 07, 2011

UMBRAL

Segundo o Novo Aurélio – O Dicionário da Língua Portuguesa–, a palavra umbral foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada, ou seja, a faixa mínima de piso que se acha entre as laterais de uma porta, portão ou passagem, e serve de limite entre um cômodo e outro numa construção.
 

No entanto, do ponto de vista espiritual, umbral é uma região do astral inferior, um zona obscura onde habitam espíritos desencarnados endividados, perturbados, desequilibrados e revoltados de toda espécie. A palavra difundiu-se muito e equivale ao inferno e purgatório dos católicos.

O umbral é uma faixa de freqüência vibratória a que se ligam os espíritos desequilibrados, cujos interesses, desejos, pensamentos e sentimentos têm afinidade.
 

De acordo com a Lei da Afinidade – uma das leis universais –, os espíritos se atraem por afinidade daquilo que pensam e sentem. Isso ocorre tanto no mundo espiritual quanto no mundo terreno.
 

Por conta disso, no umbral há regiões onde os espíritos se agrupam por afinidade, formando regiões vibratórias específicas, como o Vale dos suicidas, dos drogados, dos que sofrem de distúrbios psíquicos, de desequilíbrios sexuais, etc.

Há regiões também no umbral onde abortados e aborteiros vivem lado a lado na faixa vibratória de seus atos.
 

No entanto, apesar de toda perturbação e desequilíbrio dos habitantes das trevas, há disciplina, organização e hierarquia no umbral cujas lideranças são constituídas de seres inteligentes que arquitetam muito bem seus métodos visando atingir seus propósitos – prejudicar seus semelhantes encarnados e/ou desencarnados.

Não obstante isso, o umbral é necessário para o bem do próprio espírito desencarnado, para que o mesmo possa se libertar de energias tóxicas e, quando for resgatado das trevas e encaminhado ao Astral Superior, ao plano espiritual de Luz, não venha a desequilibrar o seu ambiente saudável. 

É importante esclarecer também que o umbral não é um local de punição ou banimento, mas uma região para tratamento, onde os espíritos profundamente desequilibrados encontram um meio para suas aprendizagens e curas.

Não se justifica que hoje, com todo o conhecimento que a humanidade
possui, ainda se possa entender Deus na forma como vem sendo apresentado desde Moisés.

Quem lê o Antigo Testamento, sem preconceitos, percebe como em inúmeros momentos ele vibra com a força do açoite, da espada e da vingança, mostrando um Deus parcial, contraditório, quase sempre irado, às vezes furioso, injusto, rancoroso e cruel. Também se apresenta em diversas ocasiões à semelhança de um aprendiz de Criador, fazendo experiências, sem saber exatamente o que delas surgirá.

Logo no primeiro capítulo da Bíblia, em Gênesis, versículos três e quatro, se diz o seguinte: “Disse Deus: haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa.”

Ora, será que Deus não sabia que a luz é algo bom? Viveria Ele nas trevas?
Da mesma forma, após cada ato da criação, conforme a Bíblia, Deus teria observado que aquela ação resultara em algo bom e ao final, depois de tudo pronto, Ele foi examinar para ver se tudo que havia criado estava perfeito.

 Reflitamos por instantes sobre a grandeza do universo, a infinidade de galáxias que se perdem na imensidão cósmica; sobre a estrutura do nosso planeta, a natureza, onde todos os elementos se conjugam com perfeição absoluta, para possibilitar a vida... Se pensarmos no ser humano, na perfeição da máquina que é o seu corpo, na fabulosa estrutura do seu cérebro, no insondável de sua mente, do seu psiquismo...

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