“MARIA DE MADALENA A PEREGRINA DE JESUS”
(O décimo terceiro apóstolo)
Nota: Devido ao grande volume de informações nessa história divido em capítulos, por favor, acompanhe e leia com tempo e atenção para obter o completo entendimento e compreensão mais ampla dos assuntos nela, ora abordados. Duvide, opine, pesquise, mas não deixe de participar do conhecimento.
Não minha,Senhor
Não é minha, mas sim TODA TUA a glória. (Sagrado lema dos Cavalheiros Templários).
Santa Maria de Madalena é descrita no Novo Testamento como uma das discípulas mais dedicadas de Jesus o Cristo. É considerada santa pelas igrejas Católica, Ortodoxa, e Anglicana, sendo celebrada no dia 22 de Julho. É também comemorada pela Igreja Luterana com festividades no mesmo dia. A Igreja Ortodoxa também a celebra no segundo domingo após a Páscoa. O nome de Maria Madalena a escreve como sendo natural de Magdala, cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galileia. Ela acreditava que Cristo realmente era o Messias. (Lucas 8:2; 11:26; Marcos 16:9).
Madalena esteve presente na crucificação e no funeral de Cristo, juntamente com Maria de Nazaré e outras mulheres. No sábado após a crucificação, saiu do Calvário rumo a Jerusalém com outros crentes para poder comprar certos perfumes, a fim de preparar o corpo de Cristo da forma como era de costume funerário. Permaneceu na cidade durante o sábado, e no dia seguinte, de manhã bem cedo, ”quando ainda estava escuro”, foi ao sepulcro, achou-o vazio, e recebeu de um Anjo Espírito da Notícia que Cristo havia ressuscitado e foi-lhe dito que devia informar tal fato aos apóstolos, (compare com João 20:11-18). Nada mais se sabe sobre ela a partir da leitura dos Evangelhos Canônicos.
Em Lucas 8:2, faz menção, pela primeira vez, de “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios” (Luxúria, Ódio, Cobiça, Avareza, Orgulho, Gula e preguiça).
Não há qualquer fundamento bíblico para considerá-la como prostituta (como papas o fizeram) arrependida dos pecados que pediu perdão a Cristo.; também não há nenhuma menção de que tenha sido prostituta. Este episódio é freguentemente identificado no relato de Lucas 7:36-50, ainda que não seja referido o nome da mulher em causa e sim da região de onde vinha sua origem, Magdala, cidade essa que não havia bom conceito quanto à algumas mulheres que se entregavam as paixões mundanas.São Gregório Magno (das Homílias sobre os evangelhos), comenta que Santa Maria Madalena amava tanto ao Senhor que não se afastava do sepulcro, chorando, sentia saudade daquela que julgava ter sido roubado. Por isso, somente ela o viu, porque somente ela perseverara na sua fé. Ele a compara a Davi, quando no Salmo diz:
Minha alma tem sede de DEUS e deseja o Deus vivo (enquanto está vivo) SI 41,3.
Ao reconhecer Jesus, imediatamente o coloca acima, chamando-o Mestre. O termo empregado por ela, “Rabuni”, é mais solene que o habitual “Rabi”, e é usado principalmente quando se refere a
Deus, da mesma maneira que o faz, por exemplo, São Tomé.
Alguns escritores e estudiosos contemporâneos, principalmente Margaret George,
Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, autores do livro O santo Graal e a linguagem Sagrada (1982), e Dan Brown autor do romance O Código da Vinci (2003), narram Maria Madalena como apóstola, mulher de Cristo que teve com ele, inclusive filhos como Sara. Nessas narrações, tais fatos teriam sido escondidos por revisionistas cristãos que teriam alterado os Evangelhos (que Deus perdoe-os, não só por isso, mas por tudo que veio depois).
Estes escritores teriam baseado suas afirmações nos Evangelhos Canônicos e nos livros apócrifos do Novo Testamento, além dos escritos gnósticos. Segundo os evangelhos aceitos e selecionados pela IGREJA CATÓLICA; Jesus Cristo, o “suposto filho de Deus”, não veio à terra para se casar com uma humana e muito menos ter filhos com ela. Portanto, para os preceitos desta Igreja, Maria Madalena não foi e nem poderia ter sido a esposa de Jesus Cristo.
Tornou-se muito célebre, com a divulgação do livro de Dan Brown, o argumento que na tela A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, a personagem que está à sua direita, com traços femininos, seja Maria Madalena,
A Peregrina, e não o apóstolo João, como outros defendem. O fato de Jesus não envergar nenhum cálice- o Graal- poderá levantar a interpretação que muitos fanáticos cristãos consideram “flagrantemente abusivas” do ponto de vista histórico e religioso, como acreditar que Maria Madalena é, de fato o “cálice sagrado” onde repousa o “sangue de Cristo” ou seja que ela estaria grávida de Jesus Cristo, como estava de Saara.
Praticamente todos os teólogos cristãos consideram inaceitável a história narrada no romance de Dan Brown. Argumentam que Da Vinci se inspirou no Evangelho de João 21:20 em que se fala do discípulo amado – que seria o próprio apóstolo João – e não propriamente nas passagens referentes à instituição da Última Ceia.
Outros estudiosos consideram a teoria válida, afirmando uma vez que a existência de Jesus o Cristo não está comprovada até hoje, e que qualquer hipótese relativa a tão obscuras e confusas tradições e escritos pode ser levada em consideração para análises à luz indispensável da Ciência.
Mas a história filosófica escreve sobre Jesus, como é o caso de Flávio Josefo e Públio Cornélio Tácito; o primeiro um historiador judeu e o último um bibliotecário romano que escreveu a biografia de Nero César.
A face feminina de Deus, como o foi Ísis e Eurídice, a representação da Sofia Grega, que Pitágoras e Parmênides encaravam como uma deusa é representada por Madalena e o seu histórico banimento.
Não basta aceitar e declarar a união espiritual da Madalena e de Jesus, para Margareth Starbird, é necessário reconhecer
o papel arquetípico da sua união, uma união sagrada, que também ocorreu no plano físico.
O Evangelho de Maria Madalena traz uma nova interpretação de quem teria sido Maria de magdala.
Segundo este evangelho, ela teria sido a discípula de suma importância à qual Jesus teria confidenciado informações que não teria passado aos outros apóstolos, sendo isso questionada por Pedro e André.
Ela surge ali como confidente de Jesus, alguém, portanto, mais próximo de Jesus do que os demais.
Trecho do Evangelho de Madalena:
"O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza . É então que nasce a perturbação em todo o corpo; é por isso que vos digo: Estejam em harmonia. Se sois desregrados, inspirai-vos em representações de vossa verdadeira natureza. Que aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça. O bem-aventurado saúda a todos dizendo: PAZ A VÒS, que minha Paz seja gerada e se complete em vos! Velai e vigiai para que ninguém vos engane dizendo: Olha o Pai aqui, vejam o Senhor lá ou Deus está acolá. Porque é em vosso interior que está o filho do homem, viva esse Deus, aqueles que o procuram o encontram, em marcha! Caminhe! Avante! Anunciai o Evangelho do Reino Eterno."
Pedro disse: “O Salvador realmente falou com uma mulher sem nosso conhecimento? Devemos nos voltar e escutar essa mulher? Ele a preferiu a nós?” E Levi respondeu: “Pedro, tu sempre foi precipitado. Agora te vejo lutando contra a mulher como a um adversário. Se o Salvador a tornou digna, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece muito bem. Foi por isso que a amou mais que ama a nós".>>> continua.
Penitente:
* - Século I AD em Magdala
+ - Século I AD em Éfeso
-Agradeço a todo o grupo e as fontes, pelo apoio!
Nenhum comentário:
Postar um comentário